Clarice Carvalho é atriz, autora e pesquisadora de teatro e cultura popular, com atuação nas artes cênicas, no audiovisual e na escrita.
Graduanda em Jornalismo (2026), desenvolve pesquisa sobre a dramaturgia de Velho Chico, em diálogo com o Tropicalismo e o Movimento Armorial, investigando as camadas simbólicas que atravessam a cultura brasileira.
É idealizadora de Entre Altares e Sertões, projeto aprovado pela Lei Rouanet, no qual percorre territórios e signos em busca das confluências entre o barroco mineiro e o universo armorial nordestino.
Formada pela Escola Livre de Artes de Belo Horizonte - Arena da Cultura e pelo CEFART, no Palácio das Artes, constrói uma trajetória em que criação e pesquisa caminham juntas — como gesto, pensamento e travessia.
Foi premiada como Melhor Atriz Coadjuvante em 2022 pelo espetáculo Marias, no Festival Nacional de Artes Cênicas de Conselheiro Lafaiete, e indicada ao Prêmio Copasa Simparc em 2019 por Bloco do Eu Sozinho.
Seu trabalho constrói pontes entre pesquisa e arte, criando obras que partem do Brasil profundo para alcançar dimensões simbólicas universais.

A trajetória de Clarice Carvalho se constrói na convergência entre artes , articulando cultura popular brasileira e linguagem contemporânea em uma prática contínua de criação.
No teatro, mantém-se em cartaz com Marias (desde 2019) e com Perigo, Mineiros em Férias, com texto de Rogério Falabella e direção de Ilvio Amaral e Maurício Canguçu.
Sua relação com o imaginário popular brasileiro se manifesta de forma decisiva em A Preguiça de Deus e do Diabo, adaptação da obra de Ariano Suassuna, e em Dom Quixote, o Cavaleiro do Sertão, ambos com direção de Válber Palmeira. Em Dom Quixote, a encenação desloca o clássico para as veredas de Guimarães Rosa, criando um diálogo entre literatura universal e o sertão brasileiro.
Entre 2022 e 2023, integrou o elenco e a assistência de direção da tragicomédia Ópera Massacre, do autor e diretor Gustavo Des, ampliando sua atuação também nos processos de construção cênica.
No campo musical, atuou entre 2017 e 2022 como produtora e backing vocal no show Gabriel Lume — Sob a Luz de Bethânia, expandindo sua presença artística para a cena musical.
Entre 2016 e 2017, esteve em cartaz com Babel Brasil, como atriz e produtora, sob direção de João Valadares, consolidando sua atuação também na produção cultural.
No audiovisual, integra o elenco da série As Mineiras Uai, com direção de Márcio Trigo, e do longa-metragem Acredite, Um Espírito Baixou em Mim, dirigido por Cesinha Rodrigues , ambos em fase de pós-produção e lançamento.
Em 2024, inicia sua atuação como roteirista com o curta-metragem Desculpa, Cachorros, uma comédia dramática que marca a expansão de sua escrita para o cinema.
Em 2023, foi reconhecida pelo Selo Mandacaru entre os 10 melhores compositores de Belo Horizonte, com a canção História de Amor, evidenciando também sua produção autoral na música.
Sua trajetória revela uma artista em trânsito entre linguagens, cuja prática integra pesquisa, atuação, escrita e criação .

